5 dúvidas respondidas sobre financiamentos imobiliários

O financiamento imobiliário é a solução sob medida para quem precisa ou deseja comprar um imóvel, mas não tem todo o dinheiro para fazer o pagamento à vista. Contudo, mesmo com essas linhas de crédito fazendo parte da realidade econômica brasileira há bastante tempo, o assunto nem sempre é claro para grande parte da população.

Pensando nisso, nós preparamos este artigo. Nele, vamos responder 5 dúvidas sobre financiamentos imobiliários. Confira!

1. Quais as linhas de financiamento imobiliário existentes?

A linha de financiamento mais tradicional do país é a do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que financia imóveis com valores até R$1,5 milhão. Pelo SFH, é possível financiar até 80% do valor de um imóvel, o que vai depender da renda comprovada do mutuário, e o prazo máximo de pagamento de 420 meses.

Como os recursos do SFH são provenientes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), foram estabelecidas regras de limitação dos juros, que não podem ultrapassar a 12% ao ano. Além disso, o valor da parcela não pode ser superior a 30% da renda bruta familiar do mutuário.

Seguindo a mesma orientação do SFH, existem também as linhas de crédito Pró-cotista e a Carta de Crédito do FGTS, que são exclusivas dos contribuintes do Fundo.

Para imóveis acima de R$1,5 milhão — inclusive os de alto luxo —, existem os financiamentos do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) e a da Carteira Hipotecária (CH). Ambos trabalham com recursos provenientes de fundos de investimento ou das próprias instituições que concedem o empréstimo. Portanto, não há qualquer regulação quanto a limite de comprometimento de renda ou de juros. 

Nesse caso, as taxas de juros são reguladas pelo mercado de crédito e, geralmente, superiores aos 12% do SFH. O prazo máximo de quitação do empréstimo é de 360 meses. 

Nos dois casos — do SFH e do SFI e CH — o grau relacionamento do cliente com o banco pode interferir no valor dos juros e na facilidade de liberação do crédito.

Há também o programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, que foi criado inicialmente para atender a mutuários de baixa renda na compra de imóveis populares. Contudo, hoje o programa também atende a famílias com renda bruta limitada a R$9 mil. Nessa faixa, a taxa de juros é de 9,16% ao ano.

Ainda, existem os consórcios que configuram um tipo de autofinanciamento que tem atraído bastante a atenção de quem deseja comprar um imóvel parcelado. A grande vantagem desse sistema está na ausência da cobrança de juros. Há apenas o pagamento de seguro e de uma taxa de administração. Com isso, os imóveis adquiridos por consórcio acabam ficando mais baratos do que os financiados.

Contudo, o parcelamento dos consórcios é mais breve do que nos financiamentos — em geral não supera a 15 anos —, o que torna o valor das parcelas mais elevados do que no crédito bancário. 

2. Quanto tempo leva para liberar o crédito?

No caso dos financiamentos bancários, a liberação é feita pouco tempo depois da análise da documentação. Em geral, não ultrapassa 30 dias.

Nos consórcios, contudo, a espera pode ser longa. Afinal, se o consorciado não for sorteado nem tiver dinheiro suficiente para dar um lance que permita a retirada do crédito, ele terá que esperar até o encerramento do grupo para receber o recurso, o que pode levar vários anos.

3. Quais são as exigências para conseguir um financiamento imobiliário?

A liberação do crédito pelos bancos depende de uma rigorosa avaliação cadastral. Portanto, o proponente deve comprovar que não tem o nome sujo na praça e que está em dia com as próprias obrigações tributárias. Essa comprovação deve ser feita a partir da entrega de uma extensa relação de documentos.

O mesmo rigor ocorre quanto à regularidade do vendedor e do próprio imóvel. Ambos devem estar livres de quaisquer ônus e desimpedidos de fazerem parte da negociação.

No caso da compra de imóveis na planta, com financiamento direto com a construtora, a burocracia é bem menor. Muitas vezes, basta apresentar os documentos pessoais de identificação e fazer o pagamento do sinal.

A adesão ao consórcio também é bastante simplificada no primeiro momento. Porém, quando a carta de crédito é liberada, é necessário que o consorciado também submeta o próprio cadastro à análise da administradora. 

4. O que pode impedir ou dificultar a liberação do financiamento imobiliário?

Como qualquer operação de crédito, o financiamento imobiliário obedece a uma análise criteriosa sobre as condições do proponente de arcar com os compromissos que ele pretende assumir. Ao mesmo tempo, é investigada a condição dele como pagador dos próprios compromissos públicos e privados. Por isso, quem tem o nome sujo e não consegue comprovar renda suficiente para arcar com a dívida terá sérias dificuldades em obter o financiamento.

Outro impedimento pode surgir do vendedor, caso ele esteja envolvido em algum problema judiciário ou financeiro que o impeça de vender o imóvel. O mesmo pode ser dito do imóvel, que deve ter toda a documentação regularizada e não ser parte ou motivo de qualquer disputa judicial.

Nesse ponto, vale ressaltar que, nas operações de crédito para a compra de imóveis, o bem adquirido é dado como garantia de pagamento da dívida. Por isso, ele precisa estar em ordem para ser aceito pela instituição financeira.

5. O que fazer para garantir o financiamento?

A garantia do financiamento só virá a partir do momento em que as exigências da instituição financeira forem rigorosamente cumpridas. Contudo, é possível adotar algumas medidas que evitarão erros na apresentação da documentação necessária à liberação do crédito.

A primeira deles é solicitar, junto à instituição financeira, toda a relação dos documentos que devem ser apresentados pelo proponente, pelo vendedor e pelo próprio imóvel. Em seguida, é claro, é preciso reunir os documentos, sem esquecer nenhum deles.

Com relação ao imóvel, é possível antecipar algumas providências que evitarão que um imóvel irregular seja incluído em um pedido de financiamento. Para tanto, basta ir ao Cartório de Registro de Imóveis onde a escritura estiver registrada e solicitar a Certidão de Ônus Reais e a Certidão de Inteiro Teor do imóvel.

A Certidão de Ônus Reais informará se o imóvel está onerado de alguma forma. Ela pode revelar, por exemplo, se ele foi dado como garantia de financiamento ou se há uma promessa de compra e venda registrada no cartório em nome de outro comprador, circunstâncias que impedem que o bem se torne objeto de financiamento. 

A Certidão de Inteiro Teor, por sua vez, comprovará os dados do vendedor e do próprio imóvel, o que também é um critério avaliado pelas instituições de crédito. 

Agora que você já esclareceu as principais dúvidas sobre financiamentos imobiliários, leia o nosso próximo artigo e confira as cinco informações mais importantes sobre seguros residenciais!

Leave A Comment