Coliving: conheça a tendência de moradia compartilhada

Em tempos de economia e de mudanças nas relações interpessoais, muitas pessoas têm aderido ao consumo colaborativo. Também chamado de economia compartilhada, o sistema se baseia em compartilhamento de recursos naturais, humanos, físicos e intelectuais.

Nisso entra o coliving, um estilo de moradia compartilhada que tem ganhado força no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Quer entender mais sobre o assunto? Aviso: você pode se apaixonar! Confira!

O conceito de coliving

O conceito de coliving surgiu na década de 1970, na Dinamarca, mas foi oficializado por meio das ideias revolucionárias do arquiteto Charles Durrett, na Califórnia, que batizou a forma compartilhada de habitação de cohousing. 

No coliving, o empréstimo e a coletividade tomam o lugar do verbo comprar e transformam os espaços em pequenas comunidades. São casas e apartamentos compartilhados, que estimulam a convivência e ajudam a levar uma vida de forma mais sustentável.

Em geral, esses imóveis comportam os moradores em quartos individuais, enquanto cozinha, banheiros, lavanderia e área de lazer são divididos. A dinâmica lembra um pouco as repúblicas de estudantes, com a diferença de que, no coliving, os moradores costumam ser mais velhos e já formados ou pós-graduados.

A questão principal na moradia compartilhada não é necessariamente a divisão das contas, embora isso também aconteça, mas a de conviver com o outro, adquirir experiência e até melhorar o processo de autoconhecimento.

Muito mais que dividir a casa, o coliving é um conceito que abrange o compartilhamento, o engajamento social, a solução para a crise imobiliária das grandes cidades e o acolhimento necessário para a solidão moderna.

A economia compartilhada

Embora sobre mais dinheiro para os adeptos do coliving no final do mês, não é disso que se trata. O compartilhamento de um imóvel estimula formas sustentáveis de viver e revoluciona o conceito de moradia.

O termo fala de uma mudança nos hábitos de consumo que são nocivas para o planeta. Se eu comprar uma bicicleta para o final de semana, por exemplo, por que não dividi-la com quem precisa dela de segunda a sexta?

A economia compartilhada chegou para reeducar o estilo de vida altamente consumista, presente principalmente nas grandes cidades. Aprender a dividir diminui a ânsia por supérfluos e faz valorizar os aspectos realmente importantes para a vida e a relação com o outro.

Uma das premissas, de acordo com a especialista Rachel Botsman, é avaliar o que realmente é necessário. Ela diz que, às vezes, não precisamos de uma furadeira, mas de um furo na parede. Por que comprá-la, então, se existem muitas pessoas com uma furadeira para emprestar?

No coliving, a economia compartilhada é bastante evidente e vem como manifestação pacífica contra o consumo desenfreado. Quer manifestação mais bonita do que essa?

O estilo da pessoa deve casar com o conceito

O coliving, além de andar na contramão do consumismo, propõe desafios diários para quem o adota. Além de aprender a dividir e a compartilhar, essa nova modalidade de habitação estimula o convívio com as pessoas e muda o olhar do morador sobre o outro.

De fato, o coliving não é para qualquer um. Antes de pensar em assumir a jornada, é preciso olhar para si mesmo e analisar alguns aspectos da sua personalidade e do seu dia a dia.

O convívio em comunidade não é fácil para ninguém, no entanto algumas pessoas podem se beneficiar mais com esse estilo de vida.

Pessoas muito individualistas podem não aguentar o tranco da moradia compartilhada. É possível a mudança dos hábitos de convívio, mas é preciso que exista essa vontade.

No coliving, o respeito ao colega de casa é uma das premissas. Existem a privacidade e a solidão necessárias para cada um, mas não há escapatória: você vai cruzar com os outros moradores. Procure analisar bem como são as suas relações no dia a dia e entender se essa modalidade combina com o seu estilo.

É importante entender, também, como é a sua rotina. Pessoas adeptas do home office podem se dar bem se as outras pessoas da casa trabalham fora o dia todo. Entretanto, se mais pessoas precisarem fazer da casa o seu escritório, serão necessário o acordo e a imposição de algumas regras, como onde cada um deve trabalhar e como será a questão do silêncio durante o expediente.

O coliving força o convívio e pode ser enriquecedor para aqueles que entendem o quanto o estilo de vida moderno vem sendo prejudicial para as relações e o planeta. 

É importante avaliar, igualmente, o seu grau de empatia. Muitas casas compartilhadas mundo afora costumam fazer reuniões periódicas de mediação de conflitos por meio de comunicação não violenta.

Essas iniciativas são capazes de melhorar completamente a harmonia da casa, já que obriga os moradores a se verem no outro. É o antigo e certo clichê de não fazer ao outro aquilo que não gostaríamos que fizessem a nós. 

Se você costuma acumular a louça suja na pia no final de semana, é importante rever esse conceito. No coliving, as tarefas domésticas são divididas igualmente. Da mesma forma que o seu estilo deve ser respeitado, é importante entender que ninguém gosta de cozinhar com uma pilha de pratos sujos, não é mesmo?

Vale lembrar que o coliving não é uma mera divisão de apartamento, já que esses espaços costumam estimular o convívio e as atividades em equipe.

Os benefícios da moradia compartilhada

Além dos benefícios que o coliving traz para o planeta, já que diminui o uso de recursos naturais, os ganhos podem ser ainda mais profundos.

Os desafios diários no contato com as outras pessoas estimulam a harmonia, não só dentro da casa, mas também nas relações de família e trabalho. Quando passamos a nos enxergar no outro é mais fácil que os conflitos sejam atenuados e que os atritos sejam resolvidos.

Outro benefício do coliving está na coletividade. Ver os espaços como sendo de todos torna mais fácil o zelo e o cuidado com os ambientes que são compartilhados, e isso ultrapassa a porta de casa. É cuidar da cozinha, sim, mas também das praças e dos espaços públicos. O mundo agradece.

Entender que o vínculo com o outro é capaz de transformar o mundo pode ser um divisor de águas na vida de qualquer um. O coliving devolve a coletividade e a parceria que o mundo moderno parecia ter tirado das pessoas. Além disso, você pode fazer amigos para a vida toda!

O que acha do conceito de coliving? Combina com você? Se quiser saber mais sobre esse e outros assuntos do mercado imobiliário alternativo, siga-nos nas redes sociais! Estamos no Facebook, Linkedin e Twitter!

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