Economia compartilhada: como você a utiliza no dia a dia

economia compartilhada

Se você já dividiu um carro no Uber, alugou um apartamento no Airbnb ou trabalhou em uma sala comercial em algum coworking, já deve estar familiarizado com o conceito de economia compartilhada.

Ela permite aproximar pessoas com interesses em comum por meio da tecnologia, facilitando o acesso à informação e possibilitando a criação de uma rede de relacionamentos. Aqui todas as partes envolvidas são beneficiadas.

Como funciona a economia compartilhada

Diferente da economia tradicional, a economia compartilhada parte do princípio de que podemos distribuir melhor e otimizar os recursos que já possuímos. Não precisamos adquirir mais coisas, neste modelo o compartilhar se torna o novo possuir.

E por se tratar de uma rede colaborativa, a confiança é fundamental. Por isso que sistemas de avaliação são tão importantes (ou vai dizer que você não olha a nota do motorista do Uber e a avaliação de um app?).

Para Rachel Botsman, líder mundial nos estudos da colaboração do consumo em meios, a Economia Compartilhada contempla três possíveis tipos de sistemas:

1. Mercados de redistribuição: sabe aqueles itens que não estão sendo usados e alguém pode precisar? Então, aqui os princípios da redução, reuso e reciclagem são pontos-chave. Fazem parte os sites de trocas online e os de venda de produtos usados como os brechós.

2. Estilo de vida colaborativo: imagine compartilhar bens, serviços, espaços, habilidades ou o próprio tempo. Você pode compartilhar o ambiente de trabalho num escritório de coworking por exemplo. Ou ensinar alguém a tocar um instrumento em troca de aulas de culinária utilizando o tempo como moeda, na plataforma Beliive.

3. Sistemas de acesso a produtos e serviços: aqui é preciso pagar para ter acesso a um produto ou serviço por um determinado período de tempo. Você escolhe pelo aluguel e não pela compra do bem. Como o caso do Airbnb ou das bikes da Yellow.

Economia compartilhada e o consumo

A não ser que você viva numa bolha e sem sinal de internet, é praticamente impossível ficar alheio a quantidade de informações que recebemos relacionadas a esse novo modo de viver e consumir.

Segundo a pesquisa “A economia colaborativa e os impactos no consumo”, da Officina Sophia Retail, 56% dos brasileiros já ouviram falar em consumo consciente e conhecem aplicativos que promovem esse movimento.

Veja abaixo alguns dados interessantes deste estudo:

economia compartilhada - pesquisa

Fonte: Meio e Mensagem

Vantagens da economia compartilhada

Um cenário em que todos ganham já é vantajoso por si só, mas existem outras vantagens que a economia compartilhada proporciona:

1. Nova fonte de renda

A economia compartilhada pode ser uma ótima forma de ganhar uma grana extra sem que você precise despender de investimentos para isso. Você pode alugar seu carro, um quarto vazio na sua casa ou até mesmo sua casa de veraneio, além de vender itens que não utiliza mais.

2. Consumo consciente

Falando nisso, ao vender objetos que você não usa mais ou comprar itens de segunda mão, você contribui para um consumo mais consciente e um melhor aproveitamento dos recursos utilizados para a produção destes mesmos produtos. Isso diminui o desperdício, tornando seus hábitos de consumo mais sustentáveis.

3. Qualidade dos serviços

Como a barreira de entrada para modelos de negócios baseados na economia compartilhada é praticamente inexistente, a concorrência se torna acirrada. Então, o jeito é oferecer serviços de qualidade para se destacar dos demais, e quem ganha com isso são os clientes.

4. Bons relacionamentos

Interação é a palavra-chave da economia compartilhada. Por isso, as pessoas criam uma rede de relacionamentos e fazem conexões que antes não eram possíveis na economia tradicional.

O que especialistas dizem

Apesar de não ser um conceito novo (as pessoas compartilhavam suas posses com seus vizinhos há centenas de anos), a tecnologia proporcionou um salto gigantesco na retomada deste modelo. Veja o que alguns especialistas dizem sobre o assunto:

“A principal mudança da economia compartilhada é a redução da importância dos intermediários.” Ladislau Dowbor, professor de economia na pós-graduação da PUC-SP

“Ninguém sabe para onde vai, mas teremos mudanças. É um caminho sem volta, criado pela tecnologia.” Samy Dana, professor de finanças e criatividade da FGV-SP

“A natureza do ser humano é viver em comunidade […]. Quem tem prazer ao compartilhar vive melhor.” Leila Salomão Tardivo, professora doutora do departamento de psicologia da USP

Fonte: UOL

E parece que essa tendência veio para ficar, muitos mercados estão mudando a partir deste modelo com o crescimento das startups.

Como é o caso da Banga, que trouxe a economia compartilhada para o mercado imobiliário pelo programa IndiQ. O objetivo é dividir os ganhos com quem indica e compra um empreendimento disponível na plataforma.

Conheça mais aqui!

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