Movimentos slow life: uma pausa para enxergar a vida

Você vive em uma rotina frenética? Parece que o tempo não é suficiente para fazer tudo que é necessário? A correria é constante e o tempo é sempre preenchido pelas longas horas de trabalho?

Atualmente, essa é a realidade da maioria dos brasileiros que vivem diante de uma rotina conturbada, com excesso de trabalho e trânsito intenso. A consequência disto é o estresse constante, o impacto na área emocional, chegando, inclusive, a afetar o equilíbrio familiar.

O que poucos conhecem (mas muitos desejam!) é que é possível manter uma vida saudável, longe das atribulações das grandes cidades. Os movimentos slow life, que trazem consigo a capacidade de olhar para o tempo e a sua gestão como o decisivo bem imaterial de qualquer ser humano, são uma resposta para esse ritmo acelerado.

O intuito é amenizar, abrandar e suavizar vidas, já que o mundo tornou-se excessivo, demasiado e exorbitante com bastante rapidez. O objetivo não é trabalhar com a lentidão excessiva, e sim encontrar o equilíbrio entre a necessidade e o desejo. Continue lendo para saber mais!

Como surgiram os movimentos slow life?

O primeiro movimento de que se tem notícia foi iniciado na Itália em forma de protesto, embora com o alvo apenas no ramo alimentício (o chamado Slow Food). A reivindicação foi do jornalista Carlos Petrini, que aliou-se a uma vila de moradores que se opuseram a abertura de uma franquia do restaurante MCDonald’s em seu povoado.

No decorrer dos anos, o movimento foi se espalhando ao redor do mundo. O país seguinte a aderir foi o Japão, que se questionava sobre a aceleração das atividades diárias visando a expansão da economia. No entanto, diferentemente da Itália, a proposta era desacelerar a pressão sobre a população após a Era Industrial.

Foi a partir daí que o movimento se iniciou de fato, pregando para pessoas de vários países aprenderem a abrandar e desacelerar todos os aspectos de suas vidas.

Quais os seus principais benefícios?

Trata-se de um estilo de vida que prega a política do bem-estar, a valorização da natureza, dos seres humanos e a compreensão do tempo.

A partir da desaceleração, busca-se o controle do ritmo e, consequentemente, do estresse diário. O desafio é conseguir dar tempo ao tempo para todas as atividades, sejam elas profissionais, pessoais ou familiares.

Essa cultura não prega as refeições apressadas, como delivery e fast food, e nem valorizam aqueles empregos que são diferenciais em termos financeiros no mercado mas consomem a maior parte do seu dia, não lhe permitindo focar nas outras áreas da sua vida.

A proposta é utilizar o tempo de maneira favorável à sua felicidade, mesmo que seja necessário baixar o padrão de vida para elevar sua qualidade. Por ser visto como nosso bem mais precioso, a ideia é desacelerar o tempo e vivenciar cada fato por vez.

Como começar a adotar os movimentos slow life?

Alimentação

Permita-se comer bem, com satisfação. Sempre que possível, reúna sua família e amigos. Mastigue bastante, sinta prazer nas refeições e dê prioridade a produtos frescos, sazonais e artesanais.

Mente

Não exija do seu cérebro estar ativo em todas as horas: permita-o também ter seus momentos de descansos. Ele pode superar suas expectativas e agir com bem mais facilidade quando desacelerar.

Corpo

Para exercitar, não é necessário passar horas e horas em academia. Escolha atividades que beneficiem o corpo, mas que tranquilizam a mente.

Trabalho

Opte em trabalhar com menos carga, mesmo que para isso você tenha que rever algumas questões financeiras. Escolha seu bem-estar: ele vale mais do que qualquer dinheiro.

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